"O marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções." (Al Ries)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O que explica o crescimento de Dilma nas pesquisas?

A melhora da pré-candidata do PT em todos os levantamentos, dos principais institutos de pesquisa do país, foi assunto de dez em cada dez analistas e profissionais da política nos últimos dias.

A tese mais mencionada foi a presença de Lula, pela primeira vez em um programa em rede nacional, apresentando sua candidata. Para quem nao viu:


Para os mais céticos com a possibilidade de transferëncia de votos, parece que Lula terá importante papel nessas eleições, a questão é saber se isso será suficiente até o final da campanha.

E para vocë amigo do blog, essa ascenção de Dilma é consistente? Lula conseguirá ser determinante até o último dia da campanha?

E Serra, o que sua equipe deveria fazer? Qual é a melhor estratégia para a oposição?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Artigo publicado na Revista OQuê (na íntegra)


CONTINUÍSMO, INDECISÃO E POLARIZAÇÃO NACIONAL:
CENÁRIO POLÍTICO DE MANHUAÇU HOJE

Faz pouco mais de um mês que houve mudança de prefeito na cidade de Manhuaçu, aproveitando esse evento nós da Logos Consultoria fomos para as ruas de Manhuaçu e realizamos uma enquete.

Sobre o que estava acontecendo, um novo prefeito assumindo, cerca de 69% afirmaram saber do fato. No entanto, apenas 41% conseguiram falar corretamente o nome de Adejair de Barros, o novo prefeito de Manhuaçu.

Essa enquete da Logos, em parceria com a Revista OQuê, avaliou a satisfação dos cidadãos de Manhuaçu com a gestão do ex-prefeito Sérgio Breder, e também a avaliação da expectativa para a administração do novo prefeito, Adejair.

Como podemos observar no gráfico, não existe uma grande diferenciação dos eleitores de Manhuaçu sobre a avaliação da administração passada, e a expectativa deles sobre a nova gestão.

A avaliação é bem semelhante, o que revela, por parte dos cidadãos, uma perspectiva de continuidade de trabalho sem esperar grandes mudanças da prefeitura.

Vimos que Sérgio Breder saiu da prefeitura com 65% de aprovação, e que Adejair pega o executivo com uma expectativa no mesmo patamar entre 64% e 65%.

O cenário de mudança política é tão pouco pensado na cidade de Manhuaçu, que perguntados em quem votariam para prefeito nas próximas eleições, após os indecisos, Sérgio Breder continua sendo o nome mais lembrado.

Veja tabela com o resultado da espontânea para prefeito de Manhuaçu. Antes é importante lembrar, que a enquete, realizada em abril, não possui nenhuma pretensão de ser um estudo científico sobre a realidade pesquisada.

As opiniões sobre voto nos níveis estadual e federal revelam, que como todo brasileiro, o manhuaçuense ainda não vive clima de eleições. Prova disso é Aécio e Lula liderando suas respectivas funções, sendo que ambos não podem sair mais como candidatos após cumprirem dois mandatos.

Muitos especialistas vêm alertando que esse ano, no Brasil, entraremos mesmo no ambiente eleitoral apenas após passar a Copa do Mundo, o que não deixa de ser uma observação pertinente.

Sobre os citados para Governador e Presidente da República, veja quem apareceu na Enquele Logos/OQuê:
Nosso objetivo não foi só avaliar o que as pessoas da cidade pensam da prefeitura, mas também saber como anda o interesse político da população manhuaçuense em pleno ano de eleições.

 
Outro ponto, segundo nossa enquete, que Manhuaçu também segue a tendência nacional é a constatação de que teremos uma eleição polarizada, e muito disputada entre dois candidatos, Dilma e Serra.


Cabe os mesmos questionamentos nacionais: Lula conseguirá transmitir votos para Dilma? Teremos uma eleição plebiscitária das realizações - Governo FHC x Governo LULA?

Em outubro teremos os vencedores, agora essa decisão, em quem votar para deputado estadual, deputado federal, governador e presidente, ficará pra quando entre os manhuaçuenses?

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Thiago de Carvalho Guadalupe é Diretor da Logos Consultoria e Pesquisa; Mestre em Sociologia pela UFMG; Consultor em Marketing Político credenciado pela ABCOP; Professor da Facig e do Colégio Objetivo.



sábado, 1 de maio de 2010

As pesquisas na (pré) campanha!

Como sabemos não só os eleitores brasileiros decidem seu voto na última hora, os próprios políticos (pelo menos a maioria deles) deixam para planejar sua campanha as vésperas de ínicio do calendário eleitoral.

Aliás, a própria leguslação eleitoral brasileira é exdrúxula ao destinar apenas 3 meses de período eleitoral, enquanto os políticos saem bem antes de seus cargos e fingem que não estão fazendo campanha. Na verdade eles são obrigados a fazer pré-campanha! Não é mesmo Serra e Dilma?

Na LOGOS, temos clientes que já possuem consciência da importância do trabalho contínuo, que fazem pesquisas periodicamente e trabalham muito em cima de nossas avaliações (avaliação do governo, demandas dos cidadãos, problemas da cidade, etc). 

Por outro lado, também temos aqueles clientes que aparecem aos 45 minutos do segundo tempo. Geralmente precisam de consultoria ou pesquisas urgentes para apagar incêndios!

Na verdade, se pensarmos que estamos entrando em maio, os candidatos (e/ou interessados) nas próximas eleições que ainda não possuem relatórios de pesquisas com informações estratégicas sobre: viabilidade de candidaturas, alianças políticas, lideranças locais, demandas atuais da população, etc... ESTÃO MUITO ATRASADOS!

Aliás, quem ainda não possui informação, já deve estar pra trás da batalha eleitoral que está por vir. Para aqueles que pensam que pesquisas servem apenas para indicar quem está na frente ou atrás da disputa, não imaginam o quanto é importante um diagnóstico inicial. 

Nesse momento trabalhamos com uma avaliação mais abrangente, buscando avaliações não só quantitativas, quanto qualitativas das percepções dos eleitores. Apenas números não são suficientes para conhecer a imagem dos candidatos, para saber o que as pessoas querem dos próximos políticos eleitos, e o mais importante, compreender o cenário atual da política no local estudado e como ele estará nos dias de maior acirramento da guerra das eleições.

Falar em planejamento de campanha, estratégias e trabalho de marketing SEM um bom diagnóstico inicial e pesquisas frequentes é querer ir para uma batalha desarmado, sem bússolas, mapas, enfim, SEM NENHUM TIPO DE ORIENTAÇÃO. Ou como se diz na linguagem popular: "mais perdido do que cego em tiroteio"!

Exemplos sobre candidatos e campanhas derrotadas, devido aos motivos listados acima, estão aí presentes em todas as eleições. Os amigos blogueiros com certeza devem conhecer algum, comente aí! 

terça-feira, 27 de abril de 2010

9º Congresso Brasileiro de Marketing Político


Blog do Manhanelli com comentários do professor sobre o evento: http://marketingpolitico-manhanelli.blogspot.com/

Blog do Guga com fotos do evento: http://9congresso.blogspot.com/

Parabéns a ABCOP (Associação Brasileira de Consultores Políticos) pela realização do evento!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O mau exemplo dos "grandes" da pesquisa!

Nas duas últimas semanas vimos o início de uma guerra entre os grandes institutos de pesquisa do país, que promete ir até o final das eleições. 

Datafolha, Sensus e Vox Populli apresentaram diferenças em suas pesquisas sobre a corrida presidencial. O pior disso foi como suas respectivas direções resolveram tratar o fato.

Todo ano eleitoral escutamos pérolas sobre as pesquisas que refletem ainda a ignorância popular (e de alguns ditos especialistas) sobre metodologia e eficácia desse trabalho. Se você não ouviu esse ano, ainda ouvirá: 

- "não acredito nessa pesquisa, eu não fui entrevistado!"; 
- " como pode 500 entrevistas representar um cidade de 90 mil habitantes? 

Essas e muitas outras ilustram o que afirmei acima, não vou entrar no tema metodologia de pesquisa e amostra nesse post! Mas era sim, para Datafolha, Sensus e Vox Populli ter levado para a população satisfações sobre questões técnicas de pesquisa que podem em algum momento resultar em diferenças nos resultados. Ainda, qualquer pesquisa está sujeito a erros e imprevistos no trabalho de campo, apesar de ser inadminissível a divulgação dos dados.

Enfim, o debate que estou querendo levantar para os amigos blogueiros, é que os Institutos de Pesquisa citados acima perderam uma grande chance de contribuir para o avanço do entendimento público sobre pesquisas, de forma contrária, levaram a discussão para valores ideológicos, e para a defesa de candidatos que "torcem" para vencer - alguém acredita nessa balela de neutralidade dos institutos (e da própria imprensa)???

De qualquer forma, o que estamos presenciando é um debate ideológico no qual cada um usa a arma  que tem para tirar a credibilidade do outro, e o pior, para defender seu candidato, tratando o interesse público como "coisa pequena".

Pouco importa nesse momento, se os números de intenção de voto de Serra estão em 33% ou 36%, ou se os de Dilma estão em 27% ou 30%.

Na verdade, até o mundo mineral já sabe que teremos uma disputa acirrada e polarizada nesses dois candidatos, e a campanha presidencial começa pra valer quando entra a TV.

Mas o que eu esperava dos "gigantes" da pesquisa era mais serenidade, (segurança e credibilidade) , e menos ambição de ser o "profeta" que acerta mais previsões!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mensagens Fortes, Comerciais Exemplares (1)

Inspirado no livro de Antonio Lavareda ("Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais") inicio hoje uma nova seção para debatermos os comerciais e mensagens eleitorais.

Lembrando que nossa intenção aqui não é acirrar disputas partidárias ou de preferências por candidatos, mas contribuir para exemplificar, direto na fonte, peças bem sucedidas que fazem parte do trabalho do marketing político.

Segundo Lavareda, as mensagens eleitorais podem ser: positivas; negativas; e comparativas.

Ele ainda divide o conteúdo cognitivo das mensagens eleitorais em: caráter; biografia/currículo; realizações; tema; questões; propostas; clima/mobilização/apoio; convocar/ensinar a votar.

Vamos começar pelo spot "Grávidas" - Lula (Eleição à Presidência do Brasil, 2002. 90 segundos / Duda Mendonça), exemplo claro de mensagem positiva:


Para os amigos do blog o que esse comercial despertou nos eleitores 8 anos atrás?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Voto é razão ou emoção?


Nas experiências e estudos sobre o comportamento do eleitor essa talvez seja uma das maiores polêmicas.

Marketólogos, acadêmicos, políticos e interessados no assunto não se acabam em enormes discussões sobre a determinação do voto pela razão ou emoção do eleitor.

O que os amigos do blog pensam sobre isso? Como avaliam as determinantes do voto?

Os profissionais mais voltados para o universo acadêmico costumam ter uma queda sobre a "teoria da escolha racional", e acabam buscando razão para qualquer tipo de decisão do eleitor. (Exemplo: beneficiários do Bolsa Família votam em Lula porque estão ganhando algo com ele, e querem continuar assim).

Por outro lado, aqueles que costumam se envolver nas campanhas relutam em reforçar a importância do aspecto emocional nas eleições, ainda mais para o brasileiro. (Exemplo: quem se lembra da ex-mulher do Lula que apareceu na campanha de 1989? E a campanha de FHC trabalhando o medo dos eleitores (com atuação de Regina Duarte) do que seria um governo LULA?)

Outro ponto interessante desse debate vem sendo as pesquisas realizadas (principalmente fora do país) que relacionam a decisão de voto com a neurociência. Lavareda comenta sobre isso, em seu livro "Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais". O estudo do cérebro das pessoas nesse momento de escolha do candidato ainda terá papel fundamental para nós, profissionais de marketing político.

De qualquer forma, o que proponho aqui é abrir esse debate... o quanto podemos mensurar a racionalidade ou o sentimentalismo na escolha de voto de um eleitor?