"O marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções." (Al Ries)
Mostrando postagens com marcador Estratégias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estratégias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Só agora temos um candidato de oposição!

A eleição presidencial de 2010 está definida desde o ano passado, portanto, não podemos exigir da equipe de Serra uma reversão de um cenário totalmente favorável ao adversário, assim como era para FHC em 1994. Aquela eleição do Plano Real nem milagre daria a vitória para o Lula.

Mesmo com todo cenário econômico, social e político contra, me permito ainda avaliar que do início da campanha até aqui a equipe tucanca conseguiu fazer muita bobagem, que talvez tenha facilitado ainda mais a terceira vitória consecutiva de Lula (ops, Dilma).

Hoje Serra apresenta um discurso nacional, de oposição, e abraçou a estratégia de denuncismo e disseminar o medo para a população (medo sempre ele! Será que os tucanos ainda não aprenderam a lição nas últimas duas eleições?). Se essa estratégia agora é a melhor opção é outra discussão, mas a diferença hoje para a linha de campanha do início é gritante.

A campanha de Serra começou com a tentativa de fazer dele um sucessor de Lula, Lula e Zé, como era de se esperar não colou né?! 

Outra coisa, inexplicavelmente a campanha de Serra começou com um discurso fragmentado da Saúde (ou melhor só Saúde) sem propostas nacionais, veja as propagandas de hoje quanta diferença... mas passar um mês dessa forma é inaceitável pelo investimento (e equipe) de sua campanha.

Agora mudou! Não vemos mais o Serra com propaganda de vereador e querendo sempre se comparar ao Lula.  Faltando menos de 20 dias para as eleições podemos identificar alguma fala de candidato de oposição.

Como diz muito bem o professor Manhanelli, a imagem dele nunca será de pai dos pobres (a insistência nas primeiras semanas em falar que é de origem pobre foi constrangedora!), ele deveria ter partido desde o começo para o líder que chega para resolver os problemas do Brasil... depois de muita confusão sua equipe chegou a essa conclusão agora.


Por que tanta demora? Demora essa que provocou uma surra em termos de assertividade de estratégia política do adversário. Até porque, se os programas de Serra são totalmente diferentes hoje é porque a avaliação inicial foi muito equivocada.

Sobre a recorrência à busca de escandâlos, só sobrou isso a Serra, não ganha eleição como em 2006 não ganhou... mas a equipe tucana tem grande parte da imprensa a favor que contribui enormemente para uma disputa eleitoral denuncista. Repito que isso traz pouquíssimos votos, mas cada um luta com as armas que tem.

Alguém acredita que o eleitor bolsa-família (ou qualquer outro programa de benefício social) deixe de votar na Dilma por conta de vazamento de informações de um pessoal que eles não tem a mínima noção de quem seja?

Único fato que daria 4a vitória a Serra é Dilma em um acesso de loucura ir às rádios e TVs falar que não seguirá nada do que Lula fez em seu governo! Esse é o escândalo que impactaria na transferência de milhões de votos para Serra... convenhamos que é mais fácil elefante voar, não é?!

sábado, 1 de maio de 2010

As pesquisas na (pré) campanha!

Como sabemos não só os eleitores brasileiros decidem seu voto na última hora, os próprios políticos (pelo menos a maioria deles) deixam para planejar sua campanha as vésperas de ínicio do calendário eleitoral.

Aliás, a própria leguslação eleitoral brasileira é exdrúxula ao destinar apenas 3 meses de período eleitoral, enquanto os políticos saem bem antes de seus cargos e fingem que não estão fazendo campanha. Na verdade eles são obrigados a fazer pré-campanha! Não é mesmo Serra e Dilma?

Na LOGOS, temos clientes que já possuem consciência da importância do trabalho contínuo, que fazem pesquisas periodicamente e trabalham muito em cima de nossas avaliações (avaliação do governo, demandas dos cidadãos, problemas da cidade, etc). 

Por outro lado, também temos aqueles clientes que aparecem aos 45 minutos do segundo tempo. Geralmente precisam de consultoria ou pesquisas urgentes para apagar incêndios!

Na verdade, se pensarmos que estamos entrando em maio, os candidatos (e/ou interessados) nas próximas eleições que ainda não possuem relatórios de pesquisas com informações estratégicas sobre: viabilidade de candidaturas, alianças políticas, lideranças locais, demandas atuais da população, etc... ESTÃO MUITO ATRASADOS!

Aliás, quem ainda não possui informação, já deve estar pra trás da batalha eleitoral que está por vir. Para aqueles que pensam que pesquisas servem apenas para indicar quem está na frente ou atrás da disputa, não imaginam o quanto é importante um diagnóstico inicial. 

Nesse momento trabalhamos com uma avaliação mais abrangente, buscando avaliações não só quantitativas, quanto qualitativas das percepções dos eleitores. Apenas números não são suficientes para conhecer a imagem dos candidatos, para saber o que as pessoas querem dos próximos políticos eleitos, e o mais importante, compreender o cenário atual da política no local estudado e como ele estará nos dias de maior acirramento da guerra das eleições.

Falar em planejamento de campanha, estratégias e trabalho de marketing SEM um bom diagnóstico inicial e pesquisas frequentes é querer ir para uma batalha desarmado, sem bússolas, mapas, enfim, SEM NENHUM TIPO DE ORIENTAÇÃO. Ou como se diz na linguagem popular: "mais perdido do que cego em tiroteio"!

Exemplos sobre candidatos e campanhas derrotadas, devido aos motivos listados acima, estão aí presentes em todas as eleições. Os amigos blogueiros com certeza devem conhecer algum, comente aí!