"O marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções." (Al Ries)
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A voz dos vencedores! (Prevaleceram as lições da democracia)


De Taeco Carignato
 
Terminadas as eleições, restam algumas lições. Apesar de termos presenciado uma campanha sórdida e rasteira baseada em mentiras, calúnias e difamações que deixou a nação brasileira em suspense durante um mês, prevaleceram as lições de democracia. Brasileiros e brasileiras, apesar das agressividades manifestas durante a campanha deste segundo turno, realizaram tranquilamente a sua escolha. Sem tumultos.

Outra lição que deduzimos destas eleições é: Os pobres sabem votar, sim! Maria Rita Kehl, naquele famoso artigo "Dois pesos...", que causou a sua demissão de O Estado de São Paulo, alertava às vésperas do primeiro turno quanto à desqualificação dos votos das classes D e E que seriam, segundo os opositores, frutos da "bolsa-esmola". Faço questão de ressaltar as suas palavras, já muito conhecidas pelos internautas:
 
"Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos."

Foi por esta conquista cidadã que os mais pobres votaram pela continuidade das políticas do Governo que ora se encerra. Porém, se para a presidência, eles escolheram pelo bolso e não pela consciência política a pessoa de Dilma Rousseff que representa seus interesses, por que não poderiam fazê-lo? Ora, a classe A não vota segundo seus próprios interesses? Quando as classes D e E escolhem candidatos segundo seus interesses, trata-se de compra de votos? Pior, as classes D e E são compradas por ninharias?


Terminadas as eleições, todavia, a desqualificação continua. Agora, salienta-se o perfil geográfico dos votos associado aos perfis econômicos regionais. Com uma ressalva: Minas Gerais e Rio de Janeiro foram deslocados ao Norte-Nordeste. A desqualificação dos votos dados à Dilma Rousseff, além do ranço preconceituoso, também busca suavizar a derrota do seu adversário a fim de mantê-lo no cenário político.

Serra, no seu discurso de despedida, embora falasse em humildade, ressaltou o "orgulho". Admitiu a derrota como todo bom político o faz, mas sem humildade também necessária a um bom político. O maniqueísmo da sua campanha também se manifestou em seu discurso, ao desejar que a sua adversária vitoriosa "faça bem para o nosso país". É, ao mesmo tempo, outra desqualificação: insinua que Dilma Rousseff "não sabe fazer as coisas direito", ou seja, não saberá governar.

É este orgulho paulista, no caso de Serra, de paulistano, que dominou a pauta de sua campanha. Não ser trata do orgulho a ser valorizado dos sem-cidadania citados por Maria Rita Kehl na conquista dos seus direitos. Trata-se do orgulho pernóstico dos e daqueles que se identificam com os poderosos, ou mais exatamente, trata-se da arrogância, da soberba. A arrogância paulista manifesta por Serra não achaca apenas os nordestinos, como também, nestas eleições, irritou os mineiros. A mensagem já havia sido dada: "Não mexa em Minas que Minas reage" (CartaCapital, 13/11/2010). No Rio de Janeiro, a campanha serrista provocou a animosidade sempre manifesta na rivalidade entre paulistas e cariocas nos campos de futebol.

Ou seja, com a campanha caluniosa e difamatória, Serra atirou no próprio pé. Seus discursos, recheados de mentiras, calúnias e difamações, acirraram a raiva, para não dizer o ódio, já que ainda quero ver, embora enganosamente, o povo brasileiro como um povo cordado e pacífico. A agressividade, a ferocidade que Serra destilou em sua campanha poderá voltar-se contra os paulistas e paulistanos por ele representados.

Mentiras, calúnias e difamações são instrumentos do ódio. Não foi à toa que a sua imagem demonizada "Xô, Satanás" circulou pela avenida Paulista nas comemorações de vitória da petista. Serra e seus marqueteiros criaram esse demônio. O demônio das calúnias e das difamações. E o que deveria ser apenas uma brincadeira para extravasar as tensões da luta política terminou em uma degola simbólica e na destruição do boneco. Uma violência que não partiu apenas dos apoiadores de Dilma Rousseff e do PT. A campanha de Serra estava recheada de violência contida.

Suas mentiras, calúnias e difamações mancharam a própria imagem pública. O portar-se como homem de família e do bem, beijando imagens santas, não lhe lavou a alma. Não enganou ninguém. Seu índice de rejeição, às vésperas do segundo turno, foi muito alto. Se o homem político José Serra continuar entendendo que se faz campanhas políticas com escândalos, mentiras, calúnias e difamações, com a arrogância disfarçada em religiosidade, é melhor dizer adeus e ficar em casa. Senão, a "guerra da bolinha" registrada em sua passeata no Rio de Janeiro não vai ficar somente na bolinha de papel e o "Xô Satanás" não será apenas simbólico. O Brasil não merece isso.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Chegou o dia! (não deveremos ter surpresas)

Por motivos de aperto de rotina não pude dividir com os amigos minhas percepções sobre o 2º turno das eleição presidenciais de 2010.

De qualquer forma, fica a sensação que o eleitorado brasileiro perdeu muito seu tempo nessa segunda etapa com baixarias, provocações, discussões sobre besteiras, e uma péssima e tendenciosa cobertura da mídia!

Tudo isso para chegarmos no mesmo resultado do 1º turno, vitória da candidata do Lula, Dilma Roussef.

Diferente do 1º turno, quando os institutos de pesquisa tiveram muitas dificuldades para identificar as tendências do eleitorado - muito até pelo número de cargos e confusão do próprio eleitor; no 2º turno todas as empresas de pesquisa apontam para uma mesma tendência, e chegam nos últimos dias de campanha apontando mais de 10% de diferença para a candidata do governo.

Sobre essa polêmica das pesquisas, repudio totalmente esse movimento de banalização das pesquisas eleitorais no Brasil, erros acontecem, incompetências acontecem, mas usar isso eleitoralmente como justificativa de derrota é, no mínimo, ignorância!

Veja trecho de Palestra de Chico Santa Rita (críticas as campanhas)

 
ANÁLISE RESUMIDA DAS CAMPANHAS:

Depois de uma campanha morna, cheio de erros quanto ao marketing político, principalmente no início, alguém acredita que essa mesma equipe de Serra vire mais de 10 milhões de votos em dois dias? Eu não acredito!

Sobre a campanha de Dilma, no 2º turno deixou a estratégia de não se preocupar com os adversários e começou a bater mais forte, principalmente nas críticas sobre as privatizações. 

O trabalho de marketing de sua campanha tinha a tarefa mais fácil, que era a de manter uma tendência forte de aprovação do governo Lula, com esse conteúdo advindo do atual governo creio que o eleitorado encontrou mais conteúdo nessa campanha. 

Digo mais, o eleitor está vendo (e a maioria) gostando do atual governo, parece que a tendência natural seria mesmo a eleição do candidato da situação!

Fica aqui um registro de minha decepção com a campanha de Serra, por mais que em termos de contexto político tenha partido de uma situação desfavorável, podemos apontar campanhas que foram derrotadas mas que fizeram excelentes trabalhos de comunicação com o eleitor (quem não recorda do "Lula lá", "Bote fé no velhinho", etc) mas pergunto aos amigos, o que ficará lembrado na campanha de Serra?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Onda Verde leva eleição presidencial para o 2º turno!

Dilma e Serra disputarão o segundo turno das eleições para presidente do Brasil, mas a vitória do dia 03 de outubro de 2010 foi de Marina Silva!

A candidata do Partido Verde chegou a exatos 19 milhões 636 mil e 335 votos; muito acima do que esperavam os institutos de pesquisa.  Dessa forma, Marina foi responsável por Dilma não conseguir atingir 50% + 1 dos votos válidos.

Serra teve a votação esperada e Dilma um pouco menos, cerca de 2 a 3% abaixo, mas chegou a bem próximo do que Lula conseguiu no 1º turno de 2006. E convenhamos que para a debutante em eleições não pode ser considerado um mal desempenho... acho que ultimamente muitos vinham se esquecendo que Dilma é Dilma, e Lula é Lula.

Voltando a vitoriosa do domingo de 1º turno eleitoral, Marina teve méritos nessa votação expressiva. Depois de um começo titubeante - chegando a dizer a asneira que não precisaria do Marketing Político em sua campanha... contratou Paulo de Tarso (o homem do "Lula lá" de 1989) e junto da personalidade verdadeira da candidata corrigiram a rota e subiram nessa "onda verde".

(Aliás tô cansando de ouvir pessoas sem conhecimento nenhum, inclusive na imprensa, que fazem uma dicotomia entre naturalidade do candidato x trabalho do consultor de marketing político - santa ignorância! O trabalho de Paulo com Marina é um exemplo de trabalho de exposição do candidato como ele realmente é!)

Essa verdade passada no trabalho de marketing da Marina foi um forte fator da adesão dos eleitores  a sua campanha. Aliás, alguns se arriscam a dizer que mais dez dias a situação de Serra poderia se complicar...

A questão é ...esses que se dizem "marqueteiros" (expressão já pejorativa) que acham que podem inventar imagem de candidato do nada, vender pro eleitor uma coisa que o candidato não é, em regra geral, esses péssimos profissionais, dão com a cara na parede.

O trabalho da campanha do PV foi o melhor na internet (principalmente no twitter), conseguiu conquistar os jovens, um nicho religioso importante, e os votos daqueles que não queriam entrar na polarização PSDB e PT.

Portanto, o que vimos nas urnas não é mágica... é fruto de um bom trabalho, e de uma candidata que tinha conteúdo, que tinha o que dizer ao Brasil, e disse!

domingo, 26 de setembro de 2010

Eleições em MG: o voto Dilmasia será dominante no estado!

Pelas pesquisas que realizamos em cidades de MG não há a menor dúvida que o fenômeno Dilmasia (voto em Dilma + Anastasia) será bastante forte nas urnas do próximo domingo.

Isso vai ocorrer por dois fortes motivos: 

1º) os eleitores de MG aprovam o governo Lula e o governo Aécio, de forma lógica e racional ("time que está ganhando não se mexe") a grande maioria vai optar pela continuidade nos âmbitos federal e estadual;
2º) os acertos que a campanha nacional do PT teve - trabalhando bem a imagem do Lula junto a sua candidata; a campanha estadual do PSDB também conseguiu com um bom trabalho Aécio / Anastasia.


Em termos de estratégia política, MG talvez seja um dos poucos trabalhos de se admirar do PSDB (que caminha para uma grande crise pós dia 04 de outubro).

A forma como Aécio foi aproveitado nas peças publicitárias foi excelente! Ficou muito claro que Aécio transfere grande parte de seu sucesso para Anastasia, e além disso, em momento algum ambos se vincularam à Serra. Sem dúvida já calculavam a tendência do grande número de votos Dilmasia.

Outro exemplo interessante foi a trilha sonora escolhida. Anastasia teve um dos poucos jingles decentes (comparado a todos que ouvi nessas eleições 2010), bonito, com bom conteúdo (associado ao tema da campanha - o candidato 'verdadeiramente' de MG) e ainda cantado por grandes artistas de MG como Milton Nascimento, Lô Borges, Tavinho Moura, Flávio Venturini, Skank e cia...


(jingle precisa emocionar e esse emociona! Os deputados tinham que aprender essa máxima e parar de  fazer um milhão de paródias ridículas que são baratinhas pro bolso, mas enchem a paciência dos eleitores!!!)

O PSDB de MG fez uma campanha alegre, com propostas, apresentando realizações, e agora vai colher os frutos... será que o PSDB paulista (ops, nacional né!) vai aprender um pouquinho com seus colegas mineiros? Ou se fechará cada vez mais obrigando Aécio a formar um novo partido?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Só agora temos um candidato de oposição!

A eleição presidencial de 2010 está definida desde o ano passado, portanto, não podemos exigir da equipe de Serra uma reversão de um cenário totalmente favorável ao adversário, assim como era para FHC em 1994. Aquela eleição do Plano Real nem milagre daria a vitória para o Lula.

Mesmo com todo cenário econômico, social e político contra, me permito ainda avaliar que do início da campanha até aqui a equipe tucanca conseguiu fazer muita bobagem, que talvez tenha facilitado ainda mais a terceira vitória consecutiva de Lula (ops, Dilma).

Hoje Serra apresenta um discurso nacional, de oposição, e abraçou a estratégia de denuncismo e disseminar o medo para a população (medo sempre ele! Será que os tucanos ainda não aprenderam a lição nas últimas duas eleições?). Se essa estratégia agora é a melhor opção é outra discussão, mas a diferença hoje para a linha de campanha do início é gritante.

A campanha de Serra começou com a tentativa de fazer dele um sucessor de Lula, Lula e Zé, como era de se esperar não colou né?! 

Outra coisa, inexplicavelmente a campanha de Serra começou com um discurso fragmentado da Saúde (ou melhor só Saúde) sem propostas nacionais, veja as propagandas de hoje quanta diferença... mas passar um mês dessa forma é inaceitável pelo investimento (e equipe) de sua campanha.

Agora mudou! Não vemos mais o Serra com propaganda de vereador e querendo sempre se comparar ao Lula.  Faltando menos de 20 dias para as eleições podemos identificar alguma fala de candidato de oposição.

Como diz muito bem o professor Manhanelli, a imagem dele nunca será de pai dos pobres (a insistência nas primeiras semanas em falar que é de origem pobre foi constrangedora!), ele deveria ter partido desde o começo para o líder que chega para resolver os problemas do Brasil... depois de muita confusão sua equipe chegou a essa conclusão agora.


Por que tanta demora? Demora essa que provocou uma surra em termos de assertividade de estratégia política do adversário. Até porque, se os programas de Serra são totalmente diferentes hoje é porque a avaliação inicial foi muito equivocada.

Sobre a recorrência à busca de escandâlos, só sobrou isso a Serra, não ganha eleição como em 2006 não ganhou... mas a equipe tucana tem grande parte da imprensa a favor que contribui enormemente para uma disputa eleitoral denuncista. Repito que isso traz pouquíssimos votos, mas cada um luta com as armas que tem.

Alguém acredita que o eleitor bolsa-família (ou qualquer outro programa de benefício social) deixe de votar na Dilma por conta de vazamento de informações de um pessoal que eles não tem a mínima noção de quem seja?

Único fato que daria 4a vitória a Serra é Dilma em um acesso de loucura ir às rádios e TVs falar que não seguirá nada do que Lula fez em seu governo! Esse é o escândalo que impactaria na transferência de milhões de votos para Serra... convenhamos que é mais fácil elefante voar, não é?!

domingo, 15 de agosto de 2010

[Republique-se] Minas e Rio serão decisivos na corrida presidencial II

* Em 20/07/2010

Os dados da última pesquisa Datafolha revelam equilíbrio de Dilma e Serra na disputa dos colégios eleitorais de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O eleitorado mineiro é de 14,5 milhões, 10,7% do país. O do Rio é de 11,6 milhões, 8,5% do total.

Lula venceu as duas últimas eleições ganhando com boa margem nesses Estados, e agora quem conquistará esses territórios.

Se pensarmos na disputa presidencial como o tradicional jogo de guerra - WAR, temos hoje Dilma muito perto de conseguir a missão de conquistar o Nordeste; já José Serra estaria também bem adiantado com suas tropas para conquistar o Sul.

Em todo país existem regiões que costumam ser vitais para que o candidato obtenha sucesso, vamos acompanhar como petistas e tucanos trabalharão para a missão mais importante do jogo deles.
Por enquanto é uma incógnita se os eleitores mineiros e fluminenses definirão fazer parte dos exércitos vermelhos ou azuis.
 
*******
* Em 15/08/2010
A pesquisa do Datafolha de ontem aponta uma vantagem de 8% para Dilma, mas o mais importante não é isso. Importante é observar como em regiões estratégicas ela está em uma tendência de alta.
 
Exércitos vermelhos na frente da batalha

Ontem Alberto Almeida (autor de: "A Cabeça do Brasileiro" e "A Cabeça do Eleitor") postou em seu twitter que Dilma ganhará no 1º turno com 15 a 20 pontos de frente. Mesmo reconhecendo que essa opinião é bem ousada acredito que caminhamos pra isso, ou perto disso.

Os tucanos aguardavam a TV para reverter esse cenário, mas quanto mais a Dilma aparece e é conhecida pela população como a candidata do Lula mais ela cresce, e Serra até agora não apresentou nada de novo, nada que fizesse a maioria da população abandonar o aprovadíssimo governo LULA. 
 
(Aliás, tema para outro post é saber se essa direção da campanha de Serra a se comparar a Lula não é um tiro no pé, acreditam que o novo jingle dos tucanos chama-se sai Lula entra Zé, muito estranho!)

Voltando as regiões estratégicas que já comentamos aqui desde julho, Dilma hoje já aparece na frente no Sudeste - região que Serra liderava antes. O tucano vence hoje apenas na região Sul do país.

Os estados de RJ e SP tão disputados até mês passado, Dilma abriu 41 a 25 entre os cariocas, e 41 a 34 entre os mineiros. Em PE a petista chega a 55% contra 22%.

Hoje Serra está vencendo, nos principais colégios eleitorais, em SP, PR e RS, mesmo assim a diferença principalmente em SP e RS já foi maior.

Enfim, minhas fichas hoje estariam todas apostadas em uma continuidade da administração petista, restou aos tucanos rezar para uma subida de Marina com o horário na TV para que ainda cheguem vivos no 2º turno.

Vamos aguardar o próximo cenário em meio ao horário eleitoral gratuito.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Minas e Rio serão decisivos na corrida presidencial

Os dados da última pesquisa Datafolha revelam equilíbrio de Dilma e Serra na disputa dos colégios eleitorais de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O eleitorado mineiro é de 14,5 milhões, 10,7% do país. O do Rio é de 11,6 milhões, 8,5% do total.

Lula venceu as duas últimas eleições ganhando com boa margem nesses Estados, e agora quem conquistará esses territórios.

Se pensarmos na disputa presidencial como o tradicional jogo de guerra - WAR, temos hoje Dilma muito perto de conseguir a missão de conquistar o Nordeste; já José Serra estaria também bem adiantado com suas tropas para conquistar o Sul.

Em todo país existem regiões que costumam ser vitais para que o candidato obtenha sucesso, vamos acompanhar como petistas e tucanos trabalharão para a missão mais importante do jogo deles.
Por enquanto é uma incógnita se os eleitores mineiros e fluminenses definirão fazer parte dos exércitos vermelhos ou azuis.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Considerações - Pesquisa CNI / IBOPE p/ presidência

A pesquisa divulgada ontem nos revela alguns parâmetros para a campanha presidencial:

CENÁRIO 1 (SERRA) / CENÁRIO 2 (AÉCIO) 

Dilma chegou a 30% na estimulada e está consolidada na disputa. Os números de Ciro e Marina estacionados revelam que teremos uma disputa polarizada, alguém duvidava disso?

CENÁRIO SEM CIRO GOMES

Com a saída de Ciro Gomes, existe uma distribuição bem uniforme de seus possíveis eleitores para os outros candidatos. Ou seja, por enquanto não sabemos quem lucra com a participação do Ciro, e quem ganhará com sua possível saída.

ESPONTÂNEA

Dilma aparece com 14% na espontânea, 4 pontos na frente do Serra, vendo que Lula lidera até hoje, vê-se um reflexo do padrinho, e o conhecimento maior de que ela é a candidata do Lula. A questão é: será que a candidata governista conseguirá andar com as próprias pernas?

Já Serra cai mais um pouco, por um lado a insegurança devido a não confirmação de sua candidatura pode provocar grande prejuízo no futuro, entretanto,  mesmo sem assumir abertamente que é candidato ficar nesse patamar de 30% não é nada mal, desde que em campanha Serra tenha coelhos na cartola pois já é um político bastante conhecido nacionalmente.

Enfim, essa história que pesquisa nessa época do ano não vale nada não passa da página 2. Realmente, intenção de voto deve ser relativizada, mas os retratos tirados a cada pesquisa já servem de munição para as estratégias dos candidatos, principalmente os dados e pesquisa não divulgados e usados internamente pelas equipes de campanha.

Uma coisa é certa, teremos uma disputa concentrada em dois candidatos. Parece que será inevitável o plebiscito (tão sonhado pelo confiante presidente Lula!). Mas se por um lado, as comparações de governos PT x PSDB poderá favorecer Dilma, o debate de currículos (experiências políticas e administrativas) pode ser de grande valia para Serra. Veremos como isso será trabalhado pelas campanhas! 

Imagens: blog do Fernando Rodrigues - http://uolpolitica.blog.uol.com.br/