Dizem que quando somos picados pela "mosca azul" da política não tem volta.
Essa expressão parece ter vindo do jornalista Sertório de Castro que definiu a teimosia de Rui Barbosa ao concorrer (e perder) pela terceira vez a presidência do Brasil em 1919. Epitácio Pessoa venceu aquela eleição, mesmo passando a campanha eleitoral inteira em viagem pela Europa.
Mesmo antes de iniciar minha graduação em Ciências Sociais na UFMG, me lembro de menino com 9 anos, em 1989, sair perguntando para todos em quem iriam votar naquele ano: Lula, Collor, Brizola, Mário Covas, Maluf, Afif, Ulysses Guimarães, Roberto Freire, entre outros.
Durante o curso enfatizei muito a Sociologia e a Ciência Política em minha formação, professores de Partidos e Eleições me são marcantes até hoje, como Carlos Ranulfo e Fátima Anastasia. Além disso, me apaixonei pela pesquisa e desde muito cedo já trabalhava com estudos acadêmicos, de mercado e políticos.
Juntamente com o mestrado em Sociologia criei a Logos Consultoria e Pesquisa, que já está quase chegando aos seus cinco anos, com muito sucesso. A Logos atua com pesquisas de todos os tipos, mas também atende hoje consultorias empresariais, de gestão pública e marketing político.
Os estudos, palestras e cursos realizados no Mkt Político serviram de boa preparação, e tiveram inspiração principalmente no prof. Carlos Manhanelli (presidente da ABCOP), além de participação em eventos nos quais tive oportunidade de aprender com Chico Santa Rita, Rubens Figueiredo e Rodrigo Mendes. Hoje tenho a honra de também ser associado à ABCOP (Associação Brasileira de Consultores Políticos).
A verdade é que a "mosca azul" já fez seu trabalho, e em 2008 pude (à frente da Logos) realizar minhas primeiras coordenações de marketing político em três campanhas para prefeituras em MG, e uma para vereador também em MG (em outras oportunidades contarei suas respectivas histórias), mas o que importa nessa primeira apresentação é dizer que conseguimos 100% de vitórias.
Ou seja, além da excelência em pesquisas, em mais de 70 realizadas, tivemos um nível de assertividade superior a 90%, e pudemos contribuir via marketing político com os nossos candidatos sendo eleitos.
E é com muito prazer que realizo esse trabalho que envolve "estratégia de guerra", a arte de "administrar uma campanha", planejamento, acompanhamento das percepções dos eleitores, aliados e adversários, o diagnóstico através das pesquisas e fabricação do remédio na dose certa (senão ele pode virar veneno e se voltar contra você), além de vários outros ingredientes.
Vamos falar aqui também de corrida presidencial e estadual que teremos esse ano, além de impressões sobre tudo o que envolve esse mundo do marketing da conquista, da ocupação e consolidação do poder conquistado.
Enfim, estão todos convidados a discutir aqui mais que um ofício, uma paixão: o marketing político!