"O marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções." (Al Ries)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Programa de TV

A diferença de estratégia dos dois principais presidenciáveis está muito clara na TV.

Veja o primeiro programa de Dilma e Serra:



Enquanto o primeiro é emocional, se apresenta como candidatura representante oficial do Goveno Lula e traz uma narrativa nacional.

O segundo mostra além do viral (serra comedor http://www.youtube.com/watch?v=v1Tm4MbccgM ) uma falta de identidade (é um video da situação ou oposição?), numa estratégia desesperada de unir a imagem de Serra a seu adversário político, Lula, e um discurso fragmentado (como em campanha de vereador) sempre em um tema só, principalmente Saúde.

O PSDB esperava reverter as intenções de voto com a propaganda de TV, e o que estamos vendo é um massacre da candidata do Governo, principalmente na própria TV.

Alguém acha possível uma correção de rota na propaganda tucana? Ou a eleição presidencial já são favas contadas?

domingo, 22 de agosto de 2010

[Republique-se] Circo e Política II

Falamos aqui em março da política como palco para ditos "artistas" e "celebridades"...

Aí estão alguns registros:













Como podem ver o cardápio de pão e circo é variado, faz parte do jogo democrático, mas quem julga e elege é o cidadão... veremos em outubro quem irá pra Brasília!





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segunda-feira, 22 de março de 2010

Circo e Política!

 
Fonte imagem: http://catalogodeindisciplinas.files.wordpress.com/2009/10/dia-do-circo-2879-72dpi-juvenal.jpg

No blog do Fernando Rodrigues (http://uolpolitica.blog.uol.com.br/) hoje foi postado uma lista com os nomes da celebridades que devem concorrer ao Congresso (veja abaixo):
"Uma lista muito curiosa apareceu hoje no site especializado “Congresso em Foco”: as celebridades que devem disputar algum cargo na eleição de outubro, sobretudo vagas no Congresso. Eis a lista:

- Romário (PSB), ex-jogador de futebol.
- Edmundo (PP), ex-jogador de futebol.
- Dedé Santana (PSC), humorista de “Os Trapalhões”.
- Netinho (PCdoB), cantor e apresentador.
- Sérgio Malandro (PTB), humorista e apresentador.
- Márcio Braga (PMDB), cartola do Flamengo.
- Vanderlei Luxemburgo (PT... de Tocantins), o ex-técnico da seleção brasileira
- Vampeta (PTB) ex-jogador da seleção e do Corinthians.
- Sérgio Reis (PR), cantor e ator.
- André Gonçalves (filiado ao PMN), ex-Casa dos Artistas.
- Kleber “Bambam” (PTB), ex-Big Brother Brasil.
- Maguila (PTB), ex-boxeador.
- Eduardo Braga (PTB), filho do “rei” Roberto Carlos".

O que acham os amigos blogueiros sobre essa relação das celebridades com a política? Além desses, vocês conhecem mais algum famoso que deve disputar as próximas eleições?

domingo, 15 de agosto de 2010

[Republique-se] Minas e Rio serão decisivos na corrida presidencial II

* Em 20/07/2010

Os dados da última pesquisa Datafolha revelam equilíbrio de Dilma e Serra na disputa dos colégios eleitorais de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O eleitorado mineiro é de 14,5 milhões, 10,7% do país. O do Rio é de 11,6 milhões, 8,5% do total.

Lula venceu as duas últimas eleições ganhando com boa margem nesses Estados, e agora quem conquistará esses territórios.

Se pensarmos na disputa presidencial como o tradicional jogo de guerra - WAR, temos hoje Dilma muito perto de conseguir a missão de conquistar o Nordeste; já José Serra estaria também bem adiantado com suas tropas para conquistar o Sul.

Em todo país existem regiões que costumam ser vitais para que o candidato obtenha sucesso, vamos acompanhar como petistas e tucanos trabalharão para a missão mais importante do jogo deles.
Por enquanto é uma incógnita se os eleitores mineiros e fluminenses definirão fazer parte dos exércitos vermelhos ou azuis.
 
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* Em 15/08/2010
A pesquisa do Datafolha de ontem aponta uma vantagem de 8% para Dilma, mas o mais importante não é isso. Importante é observar como em regiões estratégicas ela está em uma tendência de alta.
 
Exércitos vermelhos na frente da batalha

Ontem Alberto Almeida (autor de: "A Cabeça do Brasileiro" e "A Cabeça do Eleitor") postou em seu twitter que Dilma ganhará no 1º turno com 15 a 20 pontos de frente. Mesmo reconhecendo que essa opinião é bem ousada acredito que caminhamos pra isso, ou perto disso.

Os tucanos aguardavam a TV para reverter esse cenário, mas quanto mais a Dilma aparece e é conhecida pela população como a candidata do Lula mais ela cresce, e Serra até agora não apresentou nada de novo, nada que fizesse a maioria da população abandonar o aprovadíssimo governo LULA. 
 
(Aliás, tema para outro post é saber se essa direção da campanha de Serra a se comparar a Lula não é um tiro no pé, acreditam que o novo jingle dos tucanos chama-se sai Lula entra Zé, muito estranho!)

Voltando as regiões estratégicas que já comentamos aqui desde julho, Dilma hoje já aparece na frente no Sudeste - região que Serra liderava antes. O tucano vence hoje apenas na região Sul do país.

Os estados de RJ e SP tão disputados até mês passado, Dilma abriu 41 a 25 entre os cariocas, e 41 a 34 entre os mineiros. Em PE a petista chega a 55% contra 22%.

Hoje Serra está vencendo, nos principais colégios eleitorais, em SP, PR e RS, mesmo assim a diferença principalmente em SP e RS já foi maior.

Enfim, minhas fichas hoje estariam todas apostadas em uma continuidade da administração petista, restou aos tucanos rezar para uma subida de Marina com o horário na TV para que ainda cheguem vivos no 2º turno.

Vamos aguardar o próximo cenário em meio ao horário eleitoral gratuito.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Minas e Rio serão decisivos na corrida presidencial

Os dados da última pesquisa Datafolha revelam equilíbrio de Dilma e Serra na disputa dos colégios eleitorais de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O eleitorado mineiro é de 14,5 milhões, 10,7% do país. O do Rio é de 11,6 milhões, 8,5% do total.

Lula venceu as duas últimas eleições ganhando com boa margem nesses Estados, e agora quem conquistará esses territórios.

Se pensarmos na disputa presidencial como o tradicional jogo de guerra - WAR, temos hoje Dilma muito perto de conseguir a missão de conquistar o Nordeste; já José Serra estaria também bem adiantado com suas tropas para conquistar o Sul.

Em todo país existem regiões que costumam ser vitais para que o candidato obtenha sucesso, vamos acompanhar como petistas e tucanos trabalharão para a missão mais importante do jogo deles.
Por enquanto é uma incógnita se os eleitores mineiros e fluminenses definirão fazer parte dos exércitos vermelhos ou azuis.

sábado, 19 de junho de 2010

"O eleitor brasileiiro está apto a cuidar de si"

A frase acima é o título da coluna de Marcos Coimbra da edição 600 da Carta Capital.

Vale a pena reproduzir abaixo para os amigos blogueiros:

Eleger/Escolher

Já passa da hora de acabar com o paternalismo com que nossas elites veem o eleitor popular e de passar a respeitar o que ele quer. O eleitorado está apto a cuidar de si mesmo

por Marcos Coimbra, em Carta Capital

É possível olhar os eleitores brasileiros e vê-los de duas maneiras. Podemos considerar que são pessoas perfeitamente capazes de fazer escolhas, de assumir a responsabilidade por seus atos e de arcar com as consequências. Mas podemos ver o inverso, indivíduos incapazes de escolher racionalmente, que agem sem medir o impacto de suas decisões e que ignoram onde elas os conduzem.
Na primeira hipótese, tudo é mais simples na construção institucional. O desafio é encontrar os meios que assegurem a todos a possibilidade de exercer sua capacidade de escolha. Fundamentalmente, por meio da ampliação do acesso à educação e à informação. Daí em diante, a bola está com eles. Se escolherem bem, serão premiados.
Se não, pagam o preço estipulado. Combinado não é caro.
Se, no entanto, supomos que os eleitores são incapazes, temos um complicado problema de criação de garantias institucionais para protegê-los. Em última instância, de si mesmos. Se não conseguem fazer escolhas racionais, é necessário estabelecer anteparos que os defendam de sua irracionalidade.
Se a premissa é a incompetência do eleitor, precisamos de instituições tutelares. Como não consegue fazer as coisas certas, ele carece de quem o guie. Alguém superior, imbuído de instinto protetor. Que ocupe postos no Estado, por exemplo, no Judiciário e no Ministério Público, ou que esteja na própria sociedade. Talvez na imprensa, onde três em cada quatro jornalistas acham que sabem o que é bom para o eleitor.
Andamos muito no caminho da consolidação democrática nos últimos anos. Provavelmente mais nos 25 anos depois do fim da ditadura que nos primeiros cem de República. Em quase tudo mudamos para melhor no plano político.
Nosso eleitorado cresceu em tamanho, enquanto aumentou seu nível médio de escolaridade. Os segmentos de muito baixa escolaridade diminuíram e cresceu a participação das pessoas com mais tempo de escola. Neste ano, os eleitores com mais que o antigo curso ginasial, ou seja, com acesso ao segundo grau ou mais, serão perto de 50% do total. Os jovens nas famílias de baixa renda têm cerca do dobro da escolaridade de seus pais e quase quatro vezes mais que a de seus avós.
Enquanto aumentou, impulsionada pela escolaridade, a possibilidade de consumo da informação, ampliou-se em muito sua oferta, seja em mídias tradicionais (jornais populares, tevê a cabo, emissoras especializadas em notícias etc.), seja, especialmente, nas novas. Hoje a proporção de domicílios de renda menor com (bom) acesso à internet supera todas as expectativas que tínhamos há poucos anos.
O eleitorado envelheceu, à medida que o desenvolvimento trouxe a queda da natalidade e a elevação da expectativa de vida. Os eleitores mais maduros (com mais de 40 anos) já são quase a maioria. Deixamos de ser o país dos jovens.
Na política, isso quer dizer que não somos mais o país dos eleitores inexperientes. Com a estabilização institucional, sem golpes, sem intervenções autoritárias, as pessoas- foram aprendendo, na prática, o funcionamento da democracia. Hoje, votar tornou-se normal, não é mais um bicho de sete cabeças. Depois de ir às urnas duas,- três, dez vezes, o eleitor aprendeu as manhas das eleições e dos candidatos.
Apesar de todas essas mudanças, apesar do quanto amadureceu o eleitor brasileiro (adquiriu experiência, tornou-se mais informado e mais interessado), nossas elites teimam em vê-lo como um incapacitado. Insistem em tratá-lo como um bobo.
Nossa legislação eleitoral e nossos tribunais acham que cabe a eles o trabalho de proteger os eleitores das más influências. Andam com a ideia fixa de que precisam poupá-lo da “antecipação da campanha”, da propaganda “exagerada”. Vai ver alguns acreditam que o povo não sabe mesmo votar, que não consegue discernir.
Nossos juízes e procuradores que fiquem tranquilos. Os eleitores estão perfeitamente aptos a cuidar de si mesmos. Quando querem, punem os que fazem campanhas agressivas, excessivamente dispendiosas, os que forçam a barra, os que querem que eles engulam qualquer coisa.- Quem ouve a manifestação das pessoas nas pesquisas não tem razão para achar que elas carecem de proteção. Já passa da hora de acabar com o paternalismo com que nossas elites veem o eleitor popular e de passar a respeitar o que ele quer.
Os amigos concordam com ele? Vocês enxergam o eleitor brasileiro como capaz de fazer suas escolhas? Ou acham que são, em sua maioria, alienados?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mensagens Fortes, Comerciais Exemplares (2)

Nosso segundo episódio de "mensagens fortes / comerciais exemplares" volta na campanha de FHC em 1998.

O spot - "O Brasil está caminhando" de Nizan Guanaes, relembra através de mensagem positiva a necessidade de continuidade com uma bela trilha de Dominguinhos.


Sem dúvida essa mensagem se tornou um clássico, utilizado sempre pelo marketing político após o advento da reeleição: o Brasil não pode parar... / SP não pode parar... / BH não pode parar... / RJ não pode parar...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O que explica o crescimento de Dilma nas pesquisas?

A melhora da pré-candidata do PT em todos os levantamentos, dos principais institutos de pesquisa do país, foi assunto de dez em cada dez analistas e profissionais da política nos últimos dias.

A tese mais mencionada foi a presença de Lula, pela primeira vez em um programa em rede nacional, apresentando sua candidata. Para quem nao viu:


Para os mais céticos com a possibilidade de transferëncia de votos, parece que Lula terá importante papel nessas eleições, a questão é saber se isso será suficiente até o final da campanha.

E para vocë amigo do blog, essa ascenção de Dilma é consistente? Lula conseguirá ser determinante até o último dia da campanha?

E Serra, o que sua equipe deveria fazer? Qual é a melhor estratégia para a oposição?