"O marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções." (Al Ries)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eleições Presidenciais 2014


Compartilho com os amigos os jingles apresentados pelos candidatos nas Convenções Partidárias:

1) Dilma: natural que a campanha situacionista trabalhará em cima das realizações, é o que as imagens buscam passar, a ideia de que muito se conquistou. Além disso a música tenta traçar o perfil da mulher batalhadora, que não tem medo do trabalho, lutadora, inclusive utilizando ao final do vídeo imagens da época que a presidenta lutou contra a ditadura. Essas imagens de época parecem objetivar suavizar o atual perfil sisudo de Dilma. O ritmo nordestino (região de grande apoio ao PT) é amigável e passa a mensagem com suavidade. 


2) Aécio: o foco da mensagem é no nome do candidato, para fixação dos eleitores além das montanhas de Minas Gerais. Por isso mesmo, são utilizados vários personagens de cores e raças diferentes apontando sua escolha para Aécio. Esse vídeo parece bem restrito a convenção mesmo, pois é lógico que na campanha será feito um trabalho de desconstrução do atual governo e Aécio tentará ser posicionado como o representante da mudança radical.


3) Eduardo Campos: já essa mensagem já inicia buscando ocupar a posição da mudança, "coragem pra mudar o Brasil / eu vou com Eduardo e Marina" parece ser um bom slogan, pelo menos é forte. O nome de Marina é repetido no refrão, a tentativa de recuperar eleitores da última eleição da ambientalista já fica evidente. Além disso, tentou-se passar muita informação mas a fixação, por parte do eleitor, ficou difícil ainda mais passada de forma tão rápida. De qualquer forma, o slogan (ou refrão) ficou bem marcado.   







quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O melhor e o pior das campanhas eleitorais de Vitória!

A identificação e posicionamento dos candidatos na arena eleitoral é um momento importante na disputa.

Até o momento, minha avaliação do uso da "artilharia" de campanha nas eleições de Vitória se resume da seguinte forma:

* Melhor apresentação visual:

* Melhor jingle (disparado!): 

* Melhor slogan: "pra cada vida uma vitória" 

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* Pior apresentação visual: Luciano - um lôsango amarelo + um bonequinho + um "v" que brigam entre si e não parecem significar nada.

* Pior jingle: Luiz Paulo: chato, cansativo e não atinge o objetivo principal de qualquer jingle, que segundo Duda Mendonça é um discurso político que vai direto para o coração sem passar pela cabeça.

* Pior apresentação em programa de TV e Rádio: Iriny - alguém sabe dizer se ela está se apresentando para uma campanha para cargo executivo ou legislativo? Representante de nichos para que foi apresentada para o segundo tipo de função.

Os amigos concordam? Pegue a sua corneta e deixe sua opinião... 

domingo, 2 de setembro de 2012

Diário de um Consultor de Mkt Político ( Parte 2) - A razão!



Campanhas eleitorais costumam ser cheias de emoção, que vão de orgulho, vaidade, prepotência, à magoas, ressentimentos, inveja... é isso mesmo, o consultor político trabalha no meio disso tudo.

Dessa forma, para fazer um bom trabalho você precisa ter consciência que faz parte do cérebro, do núcleo pensante. Justamente o fato de ser uma pessoa que não se envolve emocionalmente com o ambiente político da cidade que a avaliação do consultor é tão importante. Caso esse se "contamine" ele perderá sua real utilidade na campanha tornado-se assim apenas mais um militante.

Aqueles envolvidos (emocionalmente) na campanha tentarão te convencer que naquela cidade as coisas são diferentes, tentando sugerir que você é um forasteiro ali... não se assuste! Escuto isso em quase toda nova cidade que chego para trabalhar. Agora, você precisa resistir e não deixar que sua estratégia racionalmente pensada seja minada pelos palpiteiros de plantão da sua própria equipe. Sim, é o famoso fogo amigo!

De forma geral, na maioria das campanhas que coordenei, os trabalhadores locais precisam ser freados para que a comunicação da campanha não vire um bate-boca, uma discussão de boteco, que não interessa a nada no objetivo do trabalho (apresentar o candidato, suas propostas, e ganhar a eleição), e parece interessar apenas aos egos dos envolvidos. Esse fato é proporcionalmente mais crítico quanto menos profissionais são os trabalhadores locais da campanha.

Esse ano não está sendo diferente, nas consultorias que estou acompanhando vejo a sede de partir para o ataque pessoal ao candidato adversário, o que muitas vezes esses militantes-trabalhadores não enxergam é que isso, na maioria dos casos, volta contra seu candidato. Nosso dever é sempre apontar para a razão e mostrar que o que deve ser desconstruído, amplificado, ou reforçado, é a imagem de uma administração, de um perfil político, de propostas.

É amigos, em uma guerra as estratégias são traçadas racionalmente, pela núcleo de inteligência da tropa, e depois ela é executada (sem maiores questionamentos...rs!). Uma boa equipe de marketing eleitoral precisa trabalhar assim se quiser ter sucesso! Ou a "briguinha" dos militantes (torcedores) ganhará maior importância do que a vitória nas urnas. 


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Diário de um Consultor de Marketing Político (parte 1)

Em meio a correria das disputas eleitorais, vou deixar aqui relatos do dia-a-dia das campanhas. Assim, podemos por em debate como estão sendo aplicados os conceitos de marketing político.

Esse é um momento importante, pois com o início do horário eleitoral nas rádios e TVs os blocos tem que ir pras ruas, ou seja, o posicionamento escolhido será exposto a partir de agora. E candidato que não consegue se posicionar bem segundo a estratégia escolhida por sua equipe se complica e confunde a cabeça do eleitor.

Em duas cidades de MG que estou trabalhando precisamos reforçar posições totalmente diferentes. Na primeira, a prefeita busca a reeleição com uma administração muito bem avaliada. Dessa forma, partimos do princípio da força de Clausewitz: "quando o candidato está com a força de intenção de votos a seu favor (no topo da montanha), seu trabalho é apenas se defender, concentrando forças para prever contra-ataques e defesas". Nossa maior preocupação é mostrar tudo o que foi feito, trata-se de uma campanha defensiva e que seu caráter plebiscitário nos é muito favorável. Por fim, a prefeita é tão querida pelo povo que é chamada por todos na cidade de madrinha.

Já na segunda cidade, a menos de 60km de distância, estamos na oposição junto a um grande grupo de lideranças da cidade que estão insatisfeitos com o atual prefeito. Outro ponto importante é que nosso candidato possui um perfil de "homem simples", do povo, o que não acontece com o prefeito. Estamos em uma difícil (e tradicional) batalha eleitoral do homem do povo x prefeito-herói (que se apresenta como o salvador que resolverá todos os problemas da cidade).

Em comum, ambos candidatos possuem uma forte imagem de homem/mulher simples, do povo, mas terão posicionamentos diferentes de acordo com o contexto político que vivem em suas cidades. Agora esse posicionamento precisa ser expresso na comunicação da campanha - nos materiais, rádio, TV, etc. A começar do adesivo (foto), slogan e jingle, que como podemos perceber acima não surgem do nada, e nem da cabeça de feiticeiros iluminados. Nesse momento as pesquisas, quanti e quali, são importantíssimas!!!

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Pitacos nas campanhas eleitorais de Vitória

Como moro em Vitória-ES e não estou trabalhando por aqui, me desculpem os colegas, mas me darei o direito de "cornetar" o que ando vendo por aqui.

Luiz Paulo - possui o momento político mais favorável, após 8 anos de administração do PT, e já tendo um forte nome por já ter administrado a cidade, o grupo de Luiz Paulo começa também no estilo paz e amor... com o slogan "vitória cheia de vida" já deixaram claro no primeiro dia que não farão uma campanha combativa de oposição, a ideia é surfar na onda do atual cenário político. (Agora o que foi aquele jingle??? Uma gritaria danada que não se aproxima nem um pouco do eleitor)

Iriny - o contexto não favorece, os eleitores parecem estar cansados de administração do PT, e consequentemente ela parte do maior nível de rejeição entre todos os candidatos concorrentes. Foram muito felizes no slogan: "para cada vida uma vitória". Agora o programa de TV me deixou preocupado, parecia uma campanha para a vereadora das mulheres, e campanha para executivo não pode ficar presa em nichos.

Luciano Rezende - o cenário seria favorável para Luciano se Luiz Paulo não estivesse na disputa. O candidato tucano é quase que uma mudança natural mais confiável porque já foi testado. Agora, nesse primeiro dia de propaganda considero a campanha que melhor soube expor seu posicionamento na rádio e TV - a mudança! Ocupou muito bem esse espaço, apresentou um jingle gostoso (cantado por artistas da terra) que cola muito bem no ouvido. No entanto, estão pecando na apresentação visual com dois símbolos que se misturam e parecem não querer dizer nada... um losango amarelo (definitivamente não entendi essa figura!) + um v junto de um bonequinho e o slogan "muda vitória", é muita informação não é não?

Abraço e até a próxima!
  





sábado, 11 de agosto de 2012

Direção Estadual (ES) da ABCOP



Agradeço a todos os amigos, parceiros e clientes que vem trabalhando comigo em todos esses anos, e em todos os municípios que rodamos por esse Brasil afora, principalmente em MG e no ES.

Agradeço a toda equipe da Logos Consultoria e Pesquisa, pois o êxito de nossos trabalhos de pesquisa e consultoria não são originados de apenas uma pessoa, mas de um grande esforço coletivo.

Por fim, agradeço aos colegas da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP) pela confiança, pelo apoio, e pelo voto para direção estadual do ES da mais importante associação de consultores de marketing político do Brasil.

Um bom trabalho para todos, e um feliz 7 de outubro!

http://www.abcop.com.br/a/index.asp?n=10086&lg=pt

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Depois de um bom tempo afastado do nosso espaço de debate do marketing político, estamos de volta!

Nada melhor do que recomeçar com a cobertura do 10º Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político, promovido pela ABCOP em Fortaleza.

domingo, 12 de junho de 2011

"O candidato artificial" - Mitos do Marketing Político 1


Começamos essa série com talvez o maior dos mitos sobre o trabalho do Marketing Político. Em diversos cursos, palestras, fóruns e workshops que participamos a pergunta da plateia (seja de um político, assessor ou estudante) sempre aparece:

- Como se constrói um candidato? 

Ou 

- Não seria um atentado a ética o especialista em marketing político criar uma imagem de candidato para enganar os eleitores?

Para o profissional em marketing político essas questões não passam de falácias, pois partem de um pressuposto errado desse tipo de trabalho. Definitivamente candidato não se constrói em laboratório, e muito menos o profissional da área é um mago que tira boas imagens da cartola para ludibriar eleitores...

O posicionamento da imagem de um candidato é fruto de muito trabalho, de diversos diagnósticos, pesquisas e análises sobre o perfil dos eleitores e do próprio político. Dessa forma, o bom "marketólogo" é aquele que sabe apresentar bem as virtudes de seu cliente, e mais, que sabe levar para o candidato aquilo que seu eleitor quer, funcionando como mediador do cumprimento das demandas dos cidadãos daquela cidade.

Essas metas são estudadas, e devem ser tratadas sem demagogia, dentro de um Plano de Governo que possa atender aquilo que é viável para o próximo mandato. Muito longe de um "mago enganador", o bom especialista em marketing político é um mediador de interesses (do candidato e dos eleitores), que ainda em uma campanha ou no próprio governo estabelece prioridades de ações e realizações políticas.

Agora, no caso de maus profissionais (que existe em toda ocupação), pode ocorrer a tentativa de se vender um candidato como quem vende sabonete, no entanto, o eleitor não se costuma enganar! O que soa falso é descartado na escolha do voto. 

Lembra do caso na sua cidade daquele operário que vestiu um terno "chique" e quis se passar por "doutor" nas eleições? Pois é, tenho certeza que se deu mal! Ou aquele representante da elite que resolveu sair para as ruas de chinelo, bermuda e camiseta... também não foi aprovado, não é mesmo?

O canal de comunicação entre candidato e eleitores, que o marketing político tão bem pavimenta, precisa ser honesto, verdadeiro, pois a grande complexidade nesse trabalho é que a embalagem não pode ser criada do nada, como no caso do sabão em pó. A apresentação do candidato passa pela aprovação de seu eleitorado!

Em resumo:
"O Marketing Eleitoral consiste em implantar técnicas de marketing político e comunicação social integrados, de forma a conquistar a aprovação e simpatia da sociedade, construindo uma imagem do candidato que seja sólida e consiga transmitir confiabilidade e segurança à população elevando o seu conceito em nível de opinião pública.” (Carlos Augusto Manhanelli).